Cuidar da mente deixou de ser promessa vaga de ano novo e passou a ocupar o centro do planejamento pessoal no Brasil. Um levantamento encomendado pela empresa de suplementos, revela que 67% dos brasileiros pretendem investir mais em saúde mental ao longo de 2026. O dado sinaliza uma mudança consistente de comportamento, que aproxima bem-estar emocional, alimentação equilibrada e prática regular de exercícios.
Além disso, o estudo mostra que 74,6% dos entrevistados colocam a atividade física entre as principais metas. Já 69,2% afirmam que querem melhorar a alimentação, com preferência por alimentos mais naturais e menos ultraprocessados. Ou seja, o cuidado com a mente caminha lado a lado com escolhas mais conscientes no prato e na rotina.
Movimento que acompanha dados oficiais
Esse interesse crescente não surge por acaso. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que o Brasil está entre os países com maior prevalência de ansiedade no mundo. Antes mesmo da pandemia, o país já registrava índices elevados de transtornos mentais comuns. Após a crise sanitária, a discussão sobre equilíbrio emocional ganhou ainda mais espaço nas famílias, nas empresas e nas escolas.
Ao mesmo tempo, o Ministério da Saúde reforça a ampliação da Rede de Atenção Psicossocial, que inclui os Centros de Atenção Psicossocial, conhecidos como Caps. Esses serviços oferecem atendimento gratuito pelo SUS e desempenham papel estratégico na prevenção e no cuidado contínuo.
Portanto, quando 66,4% dos entrevistados afirmam que querem reduzir o estresse e criar pausas estratégicas na rotina, eles refletem uma necessidade real e já reconhecida como questão de saúde pública.
Sono, equilíbrio e qualidade de vida
Outro dado que chama atenção envolve o descanso. Cerca de 69% desejam dormir melhor em 2026. A ciência confirma a relevância desse objetivo. A Fundação Oswaldo Cruz já alertou, em pesquisas nacionais, para o aumento de queixas relacionadas à insônia e à má qualidade do sono, especialmente após períodos de crise.
Dormir bem regula hormônios, fortalece o sistema imunológico e impacta diretamente o humor e a produtividade. Assim, investir em sono de qualidade deixa de ser luxo e passa a ser estratégia de saúde integral.
Além disso, 61,8% dos participantes querem equilibrar melhor vida pessoal e trabalho. Esse dado dialoga com uma transformação cultural mais ampla, na qual produtividade não pode mais significar exaustão permanente.
Terapia e autocuidado deixam de ser tabu
O estudo também aponta que momentos de pausa, atividades de relaxamento e sessões de terapia aparecem como o quarto maior desejo para 2026. Esse movimento acompanha a redução gradual do estigma em torno do acompanhamento psicológico.
O Conselho Federal de Psicologia destaca que a busca por atendimento psicológico cresceu nos últimos anos, inclusive com a regulamentação e expansão do atendimento on-line.
Como resultado, mais pessoas passaram a enxergar a terapia como ferramenta de prevenção e desenvolvimento pessoal, não apenas como recurso em situações extremas.











