Enquanto milhões ocupam as ruas para celebrar o Carnaval, uma mobilização nacional avança com outro propósito, igualmente urgente. A campanha Se Liga ou Eu Ligo 180 já reúne 19 estados brasileiros para enfrentar o assédio e fortalecer a proteção das mulheres durante a festa.
A iniciativa é coordenada pelo Ministério das Mulheres e articula ações de conscientização, prevenção e denúncia. Entre os estados participantes está o Amazonas, que se soma a Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco, Alagoas, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins.
Com a adesão do Amazonas, a campanha amplia sua presença na região Norte e, além disso, reafirma que o enfrentamento à violência precisa alcançar todos os territórios, inclusive aqueles marcados por desigualdades no acesso à informação e aos serviços.
Informação protege
Além da mobilização estadual, a ação conta com o apoio da Polícia Rodoviária Federal, que divulga o Ligue 180 em pontos estratégicos das rodovias federais. Assim, a mensagem chega a quem circula pelas estradas durante o período de maior fluxo.
As concessionárias reforçam a iniciativa ao exibir conteúdos da campanha em painéis eletrônicos e praças de pedágio. Ao mesmo tempo, a Caixa Econômica Federal amplia o alcance ao incluir mensagens de conscientização nos bilhetes de loteria. Dessa maneira, a campanha atravessa diferentes espaços do cotidiano e alcança públicos diversos.
Denunciar é agir
O objetivo é claro. Mobilizar a população para prevenir casos de assédio e incentivar a denúncia de qualquer tipo de violência contra a mulher por meio do Ligue 180, canal nacional de orientação e denúncia.
Portanto, a campanha não apenas informa. Ela convoca.
Silêncio também comunica
Carnaval é celebração. No entanto, respeito não é opcional. Quando o poder público articula estados, forças de segurança e empresas, ele envia uma mensagem direta. Violência contra a mulher não faz parte da festa.
Além disso, a responsabilidade não é apenas institucional. Cada pessoa pode agir, denunciar e interromper situações de abuso. Diante do assédio, não existe exagero. Existe proteção.










