Às vezes, a vida aperta tanto que parece não haver saída. Ainda assim, é justamente nesse ponto que muitas histórias de reconstrução começam. A de Elizabeth Figueiredo nasceu assim: entre o desespero, a fé e a coragem de continuar.
Casada e com experiência em vendas, ela já conhecia o ritmo do comércio e o valor do trabalho. Mesmo assim, enfrentou um período difícil, em que as dívidas cresceram, os caminhos se fecharam e o desânimo quase venceu. Em meio à angústia, no dia de São Sebastião, fez uma oração simples. Pediu apenas uma luz.
E, aos poucos, essa luz começou a surgir.
Primeiro, por meio de pessoas. Frei Fugêncio, então pároco da Igreja de São Sebastião, tornou-se um apoio importante — uma presença discreta, mas firme. Muitas vezes, é esse tipo de ajuda silenciosa que sustenta quem está prestes a desistir.
Depois vieram as tentativas. Algumas não deram certo, outras trouxeram aprendizado. Elizabeth começou vendendo jeans. Em seguida, enfrentou prejuízo ao identificar dinheiro falso em uma venda. Logo depois, tentou abrir uma casa de chá, que não prosperou. Cada experiência parecia um tropeço, mas também fortalecia sua persistência.
Enquanto isso, a fé permanecia como ponto de equilíbrio.
Foi nesse contexto que ela iniciou pequenas vendas na livraria Paulinas. Ali encontrou acolhimento, escuta e novas conexões. Aos poucos, as oportunidades começaram a surgir. Em um arraial da comunidade de São Sebastião, conseguiu montar uma barraca simples, quase improvisada — mas que representava um novo começo.
E muitos recomeços começam exatamente assim.
Determinada, decidiu investir no próprio trabalho. Comprou uma máquina e passou a produzir. O que antes era improviso se transformou em atividade diária. Aos poucos, aquele esforço ganhou forma e se consolidou como fonte de sustento.
Assim nasceu, no ano 2000, a Art Sacra.
Desde então, o negócio segue com disciplina e dedicação. A loja funciona na rua Alexandre Amorim, 413, no Centro de Manaus, ao lado do Santuário de Aparecida, de segunda a sexta, das 8h às 17h, e aos sábados até as 13h. Também está presente nas redes sociais, pelo perfil @arttsacra.
Mais do que um ponto de venda, o espaço se tornou símbolo de fé, resistência e reconstrução.










