Indira Gandhi nasceu em 1917 e cresceu no centro do poder indiano. Desde cedo, portanto, compreendeu a lógica política. Filha de Jawaharlal Nehru, primeiro primeiro-ministro da Índia independente e uma das principais lideranças do processo de libertação do domínio britânico, ainda assim construiu autonomia.
Em 1966, então, assumiu como primeira-ministra. Logo depois, consolidou autoridade ao nacionalizar bancos e ampliar o papel do Estado. Além disso, rompeu com antigas lideranças do próprio partido, o que fortaleceu seu controle político.
Guerra, força e decisões radicais
Em 1971, por exemplo, liderou a Índia na guerra contra o Paquistão. Como resultado, apoiou a criação de Bangladesh, o que elevou sua popularidade. Ao mesmo tempo, porém, intensificou o poder central.
Em 1974, ainda, supervisionou o primeiro teste nuclear indiano, marcando a entrada do país no cenário atômico.
Contudo, em 1975, decretou o Estado de Emergência. Com isso, suspendeu eleições, censurou a imprensa e prendeu opositores. Ainda assim, manteve influência e retornou ao poder em 1980.
Conflitos internos e legado duradouro
Nos anos finais, por outro lado, enfrentou tensões religiosas e separatistas. Em 1984, então, autorizou a operação militar no Templo Dourado, centro sagrado do sikhismo. Como consequência, a decisão gerou forte reação.
Meses depois, portanto, foi assassinada por seus próprios guarda-costas sikhs. O impacto foi imediato e violento em todo o país. Ainda hoje, sua história divide opiniões.
Seu legado combina força política, nacionalismo e decisões que moldaram a Índia contemporânea.










