Outubro é o mês internacional de conscientização sobre o câncer de mama, conhecido como Outubro Rosa. A campanha nacional tem como objetivo estimular mulheres de todas as idades a adotarem hábitos de prevenção, realizar exames periódicos e buscar informações confiáveis sobre a doença.
Embora o mês de outubro seja símbolo de mobilização, especialistas reforçam que a prevenção não deve se restringir a apenas 31 dias. O cuidado contínuo com a saúde da mama é fundamental para a detecção precoce, que aumenta significativamente as chances de tratamento eficaz e cura.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o tipo mais comum entre mulheres no Brasil, respondendo por cerca de 30% dos casos de câncer feminino. O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para reduzir a mortalidade.
Histórias de alerta e superação
A dona de casa Adelaide Pinheiro percebeu um caroço na mama esquerda, mas inicialmente atribuiu o sinal ao inchaço pré-menstrual. Com o passar dos meses, a situação se agravou.
“Mesmo com um diagnóstico tardio, sou uma sobrevivente. Compartilho minha história para alertar todas as mulheres: fiquem atentas ao seu corpo e não desistam, pois enquanto há vida, há esperança”, emocionou-se Adelaide.
Em tratamento há mais de um ano, a turismóloga Maria Barros, 33 anos, segue realizando sessões de quimioterapia.
“Após ter meu filho, percebi um nódulo na mama. Fui à ginecologista, que suspeitou de leite retido por conta do desmame, mas mesmo assim solicitou uma mamografia. O resultado foi o mais assustador possível”, relatou Maria.
Ela ressalta que o diagnóstico precoce foi determinante, mas reconhece que a jornada continua desafiadora:
“Mesmo com plano de saúde particular, o tratamento é uma batalha diária. Tenho muito medo, principalmente porque minha filha pequena depende totalmente de mim. Encaro cada etapa da quimioterapia confiante — por mim e por ela”, avaliou.
Consulta anual é essencial
A médica Patrícia Lemos lembra que visitar o ginecologista uma vez por ano é um cuidado essencial:
“Desde a primeira menstruação, na adolescência, é importante que a mulher faça exames completos, incluindo avaliação das mamas e da genitália, além de outros testes necessários para acompanhar o desenvolvimento. Essa consulta anual funciona como um check-up do corpo, ajudando a identificar alterações mamárias, sejam elas benignas ou malignas”, explica a ginecologista.
Como fazer o autoexame
O autoexame das mamas é um momento de autoconhecimento que ajuda a perceber qualquer mudança, mas não substitui os exames médicos. Pode ser feito uma vez por mês, preferencialmente uma semana após a menstruação, para familiarizar-se com as mamas e notar diferenças no formato, tamanho ou textura.
Três momentos para o autoexame:
1. Em frente ao espelho: Observe os seios com os braços abaixados e depois levantados. Verifique mudanças no contorno, tamanho ou forma.
2. No banho: A pele molhada facilita o toque. Levante um braço e, com a mão oposta, deslize os dedos em movimentos circulares por toda a mama.
3. Deitada: Coloque uma toalha sob o ombro do lado a ser examinado. Com a mão oposta, apalpe a mama e a axila, procurando alterações.
O autoexame é um aliado, mas não substitui a mamografia, que pode detectar alterações antes mesmo de serem perceptíveis ao toque. Mantenha seus exames de rotina em dia e cuide de você.










