Lise Klaveness lidera a reconstrução da seleção da Noruega

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Enquanto os holofotes se voltam para Erling Haaland, principal nome da seleção norueguesa, outro nome ajudou a recolocar o país entre as maiores potências do futebol. Lise Klaveness assumiu a presidência da Federação Norueguesa de Futebol em 2022 e liderou mudanças na formação de jovens atletas.

Como resultado, a Noruega encerrou 28 anos de ausência e garantiu presença na Copa do Mundo de 2026.

Gestão que fortaleceu a base

Advogada e ex-jogadora, Klaveness tornou-se a primeira mulher a comandar a entidade. Desde o início da gestão, priorizou o desenvolvimento das categorias de base e buscou ampliar a eficiência da estrutura esportiva.

Em paralelo, passou a integrar, em abril de 2025, o Comitê Executivo da União das Associações  Europeias de Futebol (UEFA), reforçando sua participação nas decisões do futebol europeu.

Sua experiência vai além da administração esportiva. Antes de assumir a presidência da federação, atuou durante 14 anos como jogadora profissional.

Depois, trabalhou como juíza assistente e também exerceu a função de conselheira do Banco Central da Noruega. Esse percurso reuniu vivências distintas e fortaleceu seu perfil como dirigente.

Influência dentro e fora do futebol

Klaveness também conquistou reconhecimento por defender temas ligados à ética e aos direitos humanos. Ela cobrou reparações para trabalhadores migrantes envolvidos nas obras da Copa do Mundo do Catar.

Da mesma forma, apoiou denúncias apresentadas ao Comitê de Ética da FIFA sobre a conduta do presidente Gianni Infantino durante o Mundial de 2022. Sua atuação ampliou o debate sobre responsabilidade institucional no esporte.

O retorno da seleção norueguesa à Copa do Mundo simboliza mais do que um resultado esportivo. A campanha também evidencia como decisões tomadas na gestão podem influenciar o desempenho dentro de campo.

Assim, a carreira de Lise Klaveness reforça que a liderança feminina ocupa um espaço crescente no futebol e contribui para construir estruturas mais sólidas e representativas.

Fonte: Informações complementadas com dados públicos da Federação Norueguesa de Futebol, UEFA e FIFA.