A francesa Doriane Pin acaba de escrever mais um capítulo importante na história das mulheres no esporte a motor. Aos 22 anos, ela se tornou a primeira mulher a pilotar um carro moderno de Fórmula 1 da Mercedes, uma conquista que vai além da velocidade e reforça a crescente presença feminina em categorias tradicionalmente dominadas por homens.
Campeã da temporada passada da F1 Academy, categoria criada para desenvolver talentos femininos no automobilismo, Doriane assumiu o volante do modelo W12 durante testes realizados no circuito de Silverstone, na Inglaterra.
Ao longo da atividade, completou 76 voltas e percorreu aproximadamente 200 quilômetros. O desempenho chamou atenção não apenas pela consistência na pista, mas também pelo simbolismo da oportunidade. Afinal, poucas mulheres tiveram acesso a um carro de Fórmula 1 em condições reais de pilotagem.
Muito além de uma volta na pista
O feito ganha ainda mais relevância porque a Fórmula 1 vive uma longa ausência feminina no grid. A última mulher a disputar um Grande Prêmio da categoria foi a italiana Lella Lombardi, em 1976. Desde então, diversas pilotos surgiram em categorias de base, porém poucas conseguiram chegar tão perto da principal categoria do automobilismo mundial.
Além disso, Doriane Pin tornou-se a primeira francesa a conduzir um carro moderno de Fórmula 1 da Mercedes. O marco representa uma mudança gradual dentro do esporte, que nos últimos anos passou a investir mais em programas de formação e inclusão. Nesse cenário, iniciativas como a F1 Academy buscam criar oportunidades concretas para que mais mulheres desenvolvam suas carreiras e alcancem níveis competitivos cada vez mais altos.
Legado Conquistado
A carreira da jovem piloto também serve como inspiração para uma nova geração. Enquanto acelera em um dos ambientes mais exigentes do esporte mundial, Doriane demonstra que talento, preparação e persistência podem abrir portas antes consideradas inalcançáveis.
Seu teste com a Mercedes não garante uma vaga imediata na Fórmula 1, porém envia uma mensagem poderosa. Cada quilômetro percorrido por ela ajuda a reduzir distâncias históricas e amplia as possibilidades para que mais mulheres ocupem espaços de destaque dentro e fora das pistas.










