Jennifer Garner transforma fama em negócio e amplia sua aposta

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A atriz norte-americana, Jennifer Garner já conhecia os holofotes. Agora, ela também aprendeu a lidar com outro tipo de exposição, a de uma empresa listada na Bolsa de Nova York.

Em fevereiro de 2026, a atriz e cofundadora da Once Upon a Farm levou a marca de alimentos orgânicos para crianças ao mercado de ações, em uma oferta pública inicial que avaliou o negócio em US$ 724 milhões.

Meses depois, em vez de tratar o IPO como ponto de chegada, Garner decidiu acelerar a expansão.

O negócio cresceu para além da fama

A história chama atenção porque Jennifer não aparece apenas como garota-propaganda. Ela é a maior acionista individual da empresa, com cerca de 7% de participação, avaliada em aproximadamente US$ 55 milhões. Além disso, a Once Upon a Farm já reúne mais de 40 produtos e alcança mais de 25 mil lojas nos Estados Unidos. O crescimento mostra como uma imagem pública pode abrir portas, mas não sustenta sozinha uma operação que precisa conquistar consumidores, varejistas e investidores.

Garner ajudou a construir uma marca com uma questão social no radar. Uma das prioridades da empresa é ampliar o acesso aos produtos por meio do WIC, programa norte-americano de apoio nutricional destinado a gestantes, bebês e crianças pequenas de famílias elegíveis de baixa renda. Em 2026, a marca alcançou autorização do programa em 20 estados, permitindo que determinados produtos fossem adquiridos por famílias participantes.

Crescer sem perder o propósito

E é justamente aí que a trajetória de Jennifer Garner ganha outra dimensão. O que começou como uma aposta em alimentação infantil orgânica tornou-se uma empresa pública, com pressão por crescimento e resultados, mas também com a possibilidade de alcançar famílias que historicamente enfrentam mais barreiras para acessar determinados alimentos. A própria Garner afirma que prefere concentrar sua atenção na missão do negócio, e não na oscilação diária das ações.

No fim, a história não é apenas sobre uma atriz que abriu um negócio. É sobre uma mulher que promoveu visibilidade em estratégia, participação societária em influência e uma ideia voltada à infância em uma empresa avaliada em centenas de milhões de dólares. Jennifer Garner mostra que empreender depois dos 50 também pode significar recomeçar em outra arena, ocupar espaços tradicionalmente dominados por homens e fazer da própria trajetória uma ferramenta para construir algo maior do que a fama.