Aos 30 anos, Rebeca Beatriz reúne diferentes profissões, mas foi a literatura que deu início à história que hoje compartilha com milhares de mulheres. Nascida no Amazonas, ela é jornalista, socióloga, escritora e criadora de conteúdo digital.
Autora do livro Devaneio, descobriu ainda jovem que escrever era a maneira mais sincera de organizar os pensamentos e expressar sentimentos que a timidez insistia em esconder. Com o tempo, os textos deixaram de ser um refúgio silencioso e passaram a ocupar espaço na vida profissional.
Novos caminhos
Rebeca recorda que escolheu cursar Jornalismo porque acreditava que a profissão a aproximaria do maior sonho da vida, publicar um livro. A decisão abriu portas que ela não imaginava.
Além de conquistar espaço na comunicação, também realizou o desejo de se tornar escritora. “Eu só me tornei jornalista porque o meu grande sonho era ser escritora. Só que deu muito certo, e o jornalismo virou minha profissão”, relembra.
O percurso, porém, também exigiu persistência. Durante a primeira graduação, pensou em desistir mais de uma vez. Nos momentos mais difíceis, encontrou apoio na família e nos amigos para continuar.
A rede de incentivo fez diferença para que concluísse duas formações universitárias, em Jornalismo e Sociologia, consolidando uma carreira construída com dedicação e estudo.
Literatura acessível para todos
A realização de publicar Devaneio veio acompanhada de uma decisão que ampliou o alcance da obra. Rebeca optou por lançar também uma edição em braille, permitindo que pessoas com deficiência visual tivessem acesso ao livro.
O projeto nasceu de uma vivência familiar. Ela conta que o pai sempre desenvolveu atividades voltadas às pessoas com deficiência, experiência que despertou seu olhar para a importância da acessibilidade. “A literatura é para todos. Quando pensei no livro em braille, foi justamente porque acredito que ela precisa chegar a outros públicos”, afirma.
Uma mensagem para quem ainda duvida de si
Mais do que contar histórias, Rebeca procura estimular outras mulheres a reconhecerem o próprio valor. Para ela, acreditar na própria capacidade é um exercício diário, especialmente diante das inseguranças e dos desafios que surgem ao longo da vida.
Rebeca deixa um recado para quem ainda hesita em seguir os próprios sonhos. “Olhe para o espelho e veja o potencial que existe em você. Vai ter dias difíceis, mas o que a gente não pode fazer é desistir dos nossos sonhos.”, reforça.
A história de Rebeca Beatriz mostra que a coragem nem sempre nasce da ausência do medo. Muitas vezes, ela aparece na decisão de continuar, mesmo quando as dúvidas parecem maiores do que os planos.
Ao transmutar a escrita em ponte entre sonhos, conhecimento e inclusão, a amazonense também amplia o espaço para que outras mulheres descubram que a própria voz pode ser o começo de novos caminhos.
Cris de Jesus
Jornalista em formação | Dançarina | Coreógrafa | Artista |Em constante construção.











