Vicky Farfus acelera por um lugar na F1

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Aos 15 anos, Vicky Farfus já alcançou uma marca que nenhuma outra mulher havia conseguido no kart da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Em 2025, ela terminou em quarto lugar na Copa do Mundo de Kart OK-N Júnior, em Cremona, na Itália. Com o resultado, tornou-se a primeira mulher a ficar entre as cinco primeiras de uma competição mundial de kart organizada pela FIA.

O resultado ganhou peso porque Vicky disputou uma categoria com 83 pilotos inscritos. Depois das classificatórias, apenas 36 chegaram à decisão. A brasileira largou em 11º na final e avançou até a quarta posição.

A colocação na corrida distinguiu um momento importante para a presença feminina no kart. Para Vicky aquele resultado é um marco por ter sido a primeira mulher a terminar entre as cinco primeiras em uma corrida da FIA.

Agora, o desafio mudou

Em 2026, Vicky deixou os karts e passou a competir no Ginetta Junior Championship, categoria britânica destinada a jovens pilotos. A mudança exige adaptação: o comportamento do carro é diferente, assim como a condução, a preparação e a dinâmica das corridas.

Ao mesmo tempo, ela mantém uma rotina que mistura escola, preparação física, simulador e viagens para competir na Europa. E existe uma meta bastante clara para os próximos anos: chegar à Fórmula 1.

A ambição, porém, não está apenas no resultado pessoal. Vicky também fala sobre o desejo de inspirar outras meninas a enxergarem o automobilismo como uma possibilidade profissional. Em um esporte no qual elas ainda ocupam uma parcela pequena dos grids, essa presença importa.

Legado em construção

A história dela também passa pelo pai, o piloto Augusto Farfus. Foi dentro desse ambiente que Vicky conheceu o automobilismo, mas os resultados nas pistas começam a construir uma carreira própria. A Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), por exemplo, registra seu desempenho internacional sem reduzi-la ao sobrenome da família.

E talvez seja justamente aí que esteja a parte mais interessante dessa história.

Vicky não está apenas tentando chegar a uma categoria de elite. Ela está crescendo em um esporte no qual meninas ainda precisam provar, muitas vezes antes mesmo de acelerar, que também pertencem à pista.

A próxima etapa será ainda mais exigente. Mas, aos 15 anos, ela já descobriu algo que não aparece em nenhuma tabela de classificação: ocupar um lugar também pode abrir caminho para quem vem depois.