A tecnologia também pode ser território de mulheres. Em Manaus, essa ocupação vem acontecendo de forma coletiva, com mulheres criando redes de apoio, compartilhando conhecimento e abrindo caminhos em um setor que ainda é majoritariamente masculino.
Foi dessa percepção que nasceu a Manas Tech, comunidade criada por Luana Pinheiro, 22 anos, e Iane Vitória, 24. A iniciativa começou em julho de 2025, depois de as duas participarem de um evento de tecnologia e perceberem a adesão de poucas mulheres na sala.
Em mais de um ano, a comunidade chegou a cerca de 300 mulheres em seu canal no WhatsApp e reúne mais de 3 mil seguidores nas redes sociais. A proposta vai além de incentivar a entrada feminina na área. A ideia é criar um ambiente em que mulheres possam aprender, fazer conexões e, principalmente, acreditar que também pertencem àquele lugar.
O desafio não é pequeno. Dados do Observatório Softex mostram que as mulheres representam apenas 19,2% dos especialistas em Tecnologia da Informação no Brasil. São cerca de 89,7 mil profissionais entre quase 470 mil especialistas.
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As próprias fundadoras conhecem essa realidade. Na faculdade de Luana, uma turma de aproximadamente 50 estudantes tinha apenas 10 mulheres. Iane, por sua vez, foi a única mulher na equipe de tecnologia de seu primeiro emprego.
É nesse ponto que a Manas Tech tenta agir. Em vez de esperar que a mudança aconteça de cima para baixo, a comunidade cria oportunidades de baixo para cima: mentorias, encontros, workshops e espaços para troca de experiências.
Uma das iniciativas é o AdaConecta, que teve sua primeira edição gratuita com 150 participantes e já tem uma nova edição prevista para outubro, com expectativa de reunir 289 mulheres. A programação inclui formação, networking e contato com profissionais da área.
A segunda edição também conta com a participação do Code4Girls, projeto do IFAM voltado ao incentivo da presença feminina em tecnologia e áreas STEAM. O evento acontece em outubro, mais informações no @manastech_ .











